quarta-feira, 13 de março de 2013

Fumaça no Vaticano

O mundo todo acompanhou as votações entre os cardiais no Vaticano para eleger o novo Papa... Hoje de manhã ainda saiu mais um resultado de que ainda não foi escolhido, a "fumaça preta".


Mas, você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com QUÍMICA ? Certo ? 

Então... Vou explicar agora a química presente na fumaça branca ou preta emitida na Capela Sistina. 

Dentro da Capela Sistina, há dois fornos. Em um forno, são queimados os votos escritos à mão pelos cardeais. No outro, uma mistura química é queimada, enviando a fumaça de cor correta para fora da chaminé e para o mundo.



"A queima da mistura é solicitada por meio de um painel de controle eletrônico, durando vários minutos, enquanto as cédulas de papel estão queimando no outro forno", disse o Serviço de Informação do Vaticano.



Fumo negro é obtido pela queima de perclorato de potássio (KClO4), antraceno (C14H10), e enxofre (S). O fumo branco é uma mistura de clorato de potássio (KClO3), lactose (C12H22O11), e uma resina denominada colofônia. A resina é sólida, amarela e transparente, obtida a partir de coníferas (pinheiros).

No passado, a fumaça preta era obtida queimando-se as cédulas dos votos junto com palha molhada. E a fumaça branca era obtida apenas com a queima das cédulas. Muitas vezes, os resultados eram difíceis de verificar, pois se a não ocorrer corretamente, pode produzir fumaça cinza, que confunde todos.

Vemos fumaça preta quando há uma grande quantidade de pequenas partículas de carbono no ar. Isso acontece quando há combustão incompleta.



Outras infomações:

A fumaça do conclave e a química 


Difusão e Efusão de Gases: http://www.brasilescola.com/quimica/difusao-efusao-dos-gases.htm

Fumaça sinais: a química intrigante de uma chaminé conclave

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